sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sexta-feira!


Hoje é sexta e eu nem reclamei quando o relógio despertou às 5h30. O céu estava escuro e meu quarto parecia um forno combinado. Encaixei meus fones de ouvido e fui feliz e saltitante para a faculdade. Nada melhor do que acordar cedo e ir para o ÚLTIMO DIA DE AULA!

Às 9h30, eu já havia acabado minha prova, mas o sono e cansaço eram tão grandes que ainda demorei uns 20 minutos para reunir forças e voltar andando para casa. Minha faculdade não fica muito longe da minha casa, mas ainda assim gasto uns bons 30 minutos, andando bem rápido, no caminho. Em casa, catei os 32 cabos USB e mais 20 post-its de lembretes que estavam bagunçando o meu quarto e fiquei esperando meu telefone tocar.

Depois de uma longa espera, meu amor finalmente me ligou dizendo que já estava em BH! Peguei o carro e fui correndo buscá-lo. (Não fui não, mãe! Fui bem devagarinho)! Ai que saudades que eu estava! Meu dia ficou completo. Tenho a melhor companhia para ver seriados, conversar, inventar gororobas na cozinha e passear de mãos dadas. Agora sim... Férias, sua linda!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Em 2013...


Durante o ano de 2013 eu li 5468 páginas, que equivalem a 12 livros. Isso porque meu namorado é perfeito e entendeu rapidinho que me dar um livro de presente é melhor do que me dar qualquer outra coisa no mundo! Tive sorte de escolher somente livros bons para ler esse ano, pois no ano passado, infelizmente, abandonei 5 livros pela metade.

Vamos começar pelo melhor de todos. Só que essa parte é muito difícil. Vou ter que citar mais de um, pois sou uma pessoa indecisa. Então vamos começar pelo pior. Mas dizer que foi o pior faz parecer que eu não gostei, e que os outros também foram ruins. O que eu amei menos. Pronto. Assim dá pra entender direitinho! 

"A garota que eu quero" - Markus Zusak

Eu escolhi ler esse livro porque é do autor de "A menina que roubava livros", que é um livro que eu gostei muito. Gostei do estilo, gostei da morte narrando a história, gostei do tema e gostei de tudo. Mas "A garota que eu quero" é tipo  "O Apanhador no Campo de Centeio", só que mais sem sal. Vai ver ele é bom e só estava fora de contexto. Eu já sabia disso quando escolhi lê-lo. Já sabia das tretas com a editora que resolveu esquecer de contar pras pessoas que a história era uma sequencia. Então o livro ficou solto, sem começo nem fim. Uma história normal. Sem emoção.

Agora eu vou ter que escolher um livro pra ser o mais favorito. Vou roubar e escolher uma trilogia! Há! Sou esperta!

Trilogia: O Cemitério dos Livros Esquecidos - Carlos Ruiz Zafón

Li uma resenha sobre o primeiro livro - "A Sombra do Vento" - em um blog (não me lembro mais qual) e coloquei ele na minha lista de livros para comprar. Por coincidência, minha mãe resolveu comprá-lo na livraria sem eu ter dito nada sobre ele. Foi uma tortura esperar que ela acabasse de ler para me emprestar, mas eu sobrevivi! A espera valeu a pena e o livro superou minhas expectativas. Logo peguei os outros dois livros da trilogia - "O Prisioneiro do Céu" e "O Jogo do Anjo" - para ler e amei. A história é cativante, um suspense envolvendo livros e bibliotecas secretas. Como eu tenho fascínio por bibliotecas, fui conquistada pelos livros em dois tempos. 

Minha lista de livros para 2014 está cada dia maior, o que me faz acreditar que a meta terá de ser prorrogada  para 2015. Ler é uma das coisas que eu mais gosto de fazer na vida, portanto considero que 2013 foi um ano bom e espero que 2014 seja melhor ainda!


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Bom dia, Dezembro!


Mais um ano chega ao fim. Esse não foi fácil, mas também não foi o mais difícil. Estudei muito, trabalhei de graça em 3 lugares diferentes, passei por muitas injustiças, frustrações e tapas na cara. Também fiz várias coisas legais! Aprendi muito, fiz amigos, viajei e passei por vários momentos lindos e mágicos.

Finalmente os momentos de stress chegaram ao fim! Passou o ENEM, passaram as provas difíceis na faculdade e minha prova de Inglês (CPE). Minha cabeça está leve e os meus dias voltaram a ter sol, nuvens cor-de-rosa e pôneis vomitando arco-íris! Posso ler, posso ver j-drama e jogar The Sims como se não houvesse amanhã! YAY!

Nesse último mês, mais coisas legais irão acontecer. Quero compartilhar tudo por aqui, mas por enquanto vou deixar só uma pontinha de curiosidade. As coisas legais envolvem amigos, castelos e neve! Não consigo descrever o tanto que estou empolgada e ansiosa!

Vejo vocês por aí! <3


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Prazer, meu nome é Vida


Sonhos, expectativas, metas e muita luta. Frustrações, apatia, perda de tempo e tapas na cara. Essa sou eu. Eu sou a Vida.

Para quem gosta de tudo, qualquer coisa pode dar certo. Para quem não gosta de nada, a vida pode ser um poço de frustrações. Hoje levei um belo tapa na cara. Percebi que me fiz acreditar que gostava de algo, que desejava e que sonhava com isso, quando na verdade eu só estava fugindo da verdade: eu não gosto de nada. Olho para trás e tento pensar no que me motivou e me levou a fazer as escolhas que eu fiz e simplesmente não consigo me lembrar. Que bela perda de tempo.

Fiz algo que eu achava que gostava. Me preparei para algo que eu pensava saber o que era. Criei expectativas errôneas e metas impossíveis. Lutei por algo que não existe. Cansei de me dedicar, me doar para uma coisa que não dá retorno. O que no início era amor, se transformou em ódio inflamado. Raiva acumulada. Frustração profunda. Depois quatro anos de frustrações, não sei o que é pior: perder mais tempo ou morrer na praia.

Só sei que cada dia a mais é uma tortura. Cada noite perdida, ligação ignorada, e-mail não respondido, episódio não assistido e página não lida é um pedacinho de alma que se vai. E já cansei de ver a minha alma voando pela janela. Quero sentir algo de bom. Obter algum sucesso. Gostar.

E agora? Qual será minha decisão? Acompanhem aqui os próximos capítulos dessa novela.

domingo, 6 de outubro de 2013

Desafio dos 30 dias de dramas asiáticos - 1 a 10

Eu vi esse desafio no youtube, e achei melhor resumir cada 10 dias em um só para não ficar postando todos os dias a mesma coisa.

Desafio das 30 perguntas sobre drama asiáticos:

Dia 1: Seu primeiro drama asiático?


1 ritoru no namida (1 litro de lágrimas). Eu estava procurando no youtube o clipe de uma música que eu gosto muito de uma banda japonesa chamada Remioromen e acabei clicando sem querer em um vídeo daqueles de fã com várias cenas de um filme e a música no fundo. As cenas eram de 1 ritoru no namida, e eu fiquei muito curiosa para assistir, pois não fazia ideia de que existiam seriados japoneses ou filmes japoneses com pessoas mesmo. Um pouco de ignorância da minha parte, mas acho que a maioria dos brasileiros também não sabe. Resolvi assistir por curiosidade mesmo e acabei me apaixonando e buscando mais e mais dramas japoneses para assistir.

Dia 2: Seu primeiro drama japonês?

1 ritoru no namida.

Dia 3: Seu primeiro drama coreano?

My name is Kim Sam Soon (não faço ideia do nome original). Como não falo coreano, não tinha nem curiosidade em assistir dramas coreanos, mas minha professora de japonês insistiu tanto em me emprestar o dvd dessa série, que acabei cedendo. Adorei!! Morri de rir, apesar de não ter entendido quase nada dos diálogos, pois tive que ver com legenda em japonês e eu sou semi-analfabeta em japonês.

Dia 4: Seu primeiro drama taiwanês?

Ainda não tive oportunidade/curiosidade/vontade de assistir dramas taiwaneses. Quem sabe um dia...

Dia 5: Seu drama mais favorito?

BOSS. Essa pergunta é muito difícil de responder. Eu já assiti 130 dramas até o momento, e é quase impossível escolher um só! Mas acho que BOSS é inigualável. É um drama de detetive, que além de interessante é super engraçado, com um elenco impecável.

Dia 6: O drama que você menos gostou?

Uta no onii-san. Ele é basicamente sobre um cara que vai trabalhar para um programa infantil e tem que se vestir de ursinho e dançar. Não consegui passar do terceiro episódio, pois achei a comédia muito forçada, tanto que não consegui achar a menor graça.
Dia 7: Seu drama japonês favorito?

BOSS. Eu praticamente só assisto drama japonês, então o favorito de todos e o do Japão é o mesmo.

Day 8: Seu drama coreano favorito?

My name is Kim Sam Soon. Como eu só assisti dois dramas coreanos na vida, vou escolher esse, pois não gostei do outro.

Day 9: Seu drama taiwanês favorito?

Nunca assisti nenhum.

Day 10: Sua música tema favorita?

Remioromen - Konayuki (1 ritoru no namida)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Histórias Diabéticas




Era uma vez, em uma manhã chuvosa de quarta-feira, uma garota diabética comum. Ano: 2009. Local: sala de aula, colégio.

A aula de Português seguia naturalmente, com o professor devaneando sobre uma obra clássica qualquer e os alunos daquele jeito... Meio prestando atenção e meio dormindo. A chuva lá fora tornava a manhã cada vez mais sonolenta.

Cansada de olhar para as gotas na janela ao seu lado, a menina olhou pra trás e viu que seu melhor amigo dormia. Julgando seus esforços inúteis, desistiu do intento de acordá-lo. O tédio e a vontade de deitar sobre a carteira só aumentavam. Foi então que ela resolveu testar sua glicemia, só mesmo para passar o tempo. 

Revirando sua mochila, encontrou o glicosímetro e fez o que tinha de fazer. Trocou a lanceta, encaixou a tira no aparelho e *plic*, furou o dedo. Não havendo formação de gota de sangue, ela achou melhor espremer o furo. E foi então que tudo aconteceu em uma rapidez incalculável. O jato vermelho jorrou do furinho formando um chafariz que bateu no teto e voltou, deixando um rastro pelo vidro da janela e milhares de pintinhas na superfície branca da carteira.

Agradecendo ao anjo da guarda dos diabéticos, a menina averiguou que nenhum colega estava acordado o suficiente para ter se dado conta da estripulia que seu capilar rebelde havia feito. Ela então pegou seu chumaço de algodão emergencial e limpou a mesa na velocidade da luz. Já o teto...


sábado, 14 de setembro de 2013

O ano em que o sábado superou a sexta-feira


Eu nunca fui fã de sextas-feiras. É o dia da semana mais cheio e sinônimo de "deadline". A semana inteira é empurrada com a barriga até chegar na sexta. Aí é só trabalhar e viver de comprimidos pra dor de cabeça. Mas esse ano, algo de extraordinário aconteceu! A sexta virou só mais um dia cansativo e o sábado ganhou toda a carga de stress + dor de cabeça. 

Sei a culpa é toda minha. Eu decidi abraçar o mundo, ser três ao mesmo tempo e falar quatro línguas. Decidi alguma coisa sozinha pela primeira vez e não gostaria de desistir agora, mas percebo que superestimei minha saúde mental. Para quem ainda não entendeu: tenho aula aos sábados de 9h até as 19h, com uma pequena pausa para almoço.

Nas primeiras semanas, estava indo tudo bem. Até que, há um mês, parei de sentir fome. Estou tão estressada que não vejo graça na comida. Só como para não ter hipoglicemia e fim. Sirvo meu prato todos os dias com muitas cores e seguindo todas as recomendações da minha nutricionista. Bastante carne, pouco arroz, nada de frituras, metade do prato de salada colorida. Então eu me sento, olho para aquele arco-iris de sabor e sinto vontade de levantar sem nem tocar em nada. Lógico que como tudo, pois hipoglicemia é pior que a morte, mas fico meio estranha o resto do dia.

Isso de aula até a noite durante a semana e ainda mais aulas aos sábados, está me deixando tão cansada e irritadiça, que parei de gostar de ouvir música. Minhas músicas preferidas não me deixam mais com o coração brilhando. Elas me deixam com dor de cabeça, e eu fico querendo arremessar meu iPod pela janela do ônibus depois do primeiro riff.

O que tenho feito para me distrair é ler. Estou lendo freneticamente. Sempre que tenho tempo livre, seja no ônibus, ou nos intervalos das aulas, mergulho em algum livro. Nem j-drama tenho assistido. Não me dá mais aquela ânsia de saber o que vai acontecer nos próximos episódios.

Estou me tornando uma pessoa apática, tão preocupada com as coisas a fazer, que não consigo aproveitar nem um instante do meu dia. Estou ficando mal humorada para tudo. Nada me apetece, nada me anima. Espero ter feito a escolha certa. Espero que o futuro compense esse ano difícil. E ainda espero sobreviver com a mente sã, sem efeitos colaterais.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Em minhas quintas-feiras


Gosto de pensar nisso como um prêmio. O grande objetivo. É como se eu vivesse o dia inteiro só por esse momento. Acordar, trabalhar, rodar o hospital. Só pra sentir o gostinho, saborear.

Quatro da tarde. Minha hora mais favorita. Hora de tirar o jaleco, guardar o crachá no bolso. Hora de andar alguns quarteirões e... Em qual rua mesmo tenho que entrar? Ah, sim! Encontrei!

E então eu entro em um paraíso que chamam de Livraria Café. Livrarias-café são aqueles lugares mágicos onde se vendem livros e café. Livros e café.

Logo que entro sou invadida pelo cheirinho hipnotizante. E aquele barulinho de xícaras sendo depositadas na pia. Puxo uma cadeira e me sento. Peço um caffe latte ao mesmo tempo em que tiro o livro da bolsa. E então o mundo some eu leio como se não houvesse amanhã.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Porquê eu amo livros:


"Aí a linha ficou silenciosa, mas não completamente muda. Era quase como se ele estivesse ali no meu quarto comigo, mas de um jeito ainda melhor - como se eu não estivesse no meu quarto e ele, não no dele, mas, em vez disso, estivéssemos juntos numa invisível e tênue terceira dimensão até onde só podíamos ir pelo telefone."

(Trecho de "A culpa é das estrelas" de John Green)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um novo dia!


Fico pensando se o simples fato de ter conseguido acordar cedo torna meu dia bom. Acordei cedo e tomei chá. Ver a água fervendo assim, enquanto os primeiros raios de sol batem na janela, já é algo tão animador. Finalmente é de manhã e o frio me obriga a vestir aquele moletom velho e macio. A preguicinha ao me sentar na poltrona enquanto o pão-de-queijo está no forno, com o celular em uma mão e a xícara na outra. Daqui a pouco ele vai me ligar e vou ouvir sua voz de sono, me dando bom dia. E então, com um sorriso no rosto, eu terei a certeza de que meu dia será bom!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Boa noite, sexta-feira


Toda sexta-feira já amanhece cansada. Um dia com gosto de fim. É fim, mas ainda é meio. E então eu acordei, atrasada como sempre, ao som de "Here Comes the Sun... Tchurururu", que tocou 4 vezes até que minha voz interna me dissesse para desistir da ideia de ligar para a Sensei e desmarcar a aula de Japonês. Me arrumei como consegui nos 15 minutos que me restavam e tive que colocar meu café em uma garrafinha, rosa, para ir tomando no caminho. Lembrei da garrafinha, dos cadernos e até do lanchinho pra depois da aula. O que eu não lembrei foi de pegar um casaco, então fui andando mais rápido, pra tentar me aquecer.

Chegando lá, aquela surpresa de sempre: "COMO PODE? CADÊ SEU CASACO? VOCÊ NÃO SENTE FRIO NUNCA"? E lá fui eu me justificar que eu morri de frio o caminho todo porque meu quarto é um forno e eu esqueci de olhar a previsão do tempo antes de sair de casa. Levei mais meia hora para convencer a gentil Sensei de que eu não precisava de um casaco emprestado, que eu poderia muito bem sobreviver por mais 1h30 com um pouco de frio, já que andei e fiquei com calor.

Chegando em casa, a primeira coisa que fiz foi trocar de roupa e colocar uma bem mais quente. A segunda foi lavar toda a louça e arrumar as bagunças que deixei para trás porque acordei atrasada. A terceira foi pegar minha mochila e sair, já que ainda teria que almoçar na rua antes de ir para a faculdade. Fui para a aula sozinha, porém sempre acompanhada, celular na orelha, ouvindo a voz do meu príncipe encantado que me contou como foi o seu início de dia. A primeira aula foi chata, e li várias páginas do livro que estou devorando no momento. A segunda foi da minha matéria preferida e eu fiz anotações no meu caderno.

Às 18h caminhei sozinha e desacompanhada em direção à minha humilde casa, já que meu amor está estudando à noite e é triste, eu sei. Resisti à tentação de fazer uma pausa no café Oásis e gastar todo meu dinheiro, de comer um crepe, e só não comprei uma empada de CINCO queijos porque já era fim de expediente e só restava de frango. Acabei chegando em casa e comendo metade de um sanduíche de pão sírio com ricota, porque minha mãe estava em casa e não me deixa fazer gordice. Cheguei atrasada no Pilates porque ninguém merece chegar em casa sexta-feira de noite e ter que ir pra aula de Pilates. Voltei da academia com dor até no fio de cabelo, ajudei minha mãe a faxinar a casa e ainda fui fazer para-casa de Ingles, mas só porque vale ponto. 

Já é quase meia noite, o excesso de cafeína tirou meu sono, estou viciada em candy crush e é por isso que eu não consigo entender como alguém pode gostar de sextas-feiras.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Boa tarde, quinta-feira!


Esse semestre foi para mim revelador. A vida inteira eu soube muito bem o que não queria, mas sempre foi difícil encontrar algo que eu realmente gostasse. Quando eu era criança, costumava sentar no corredor do meu apartamento e ficar horas (talvez minutos, mas para minha cabeça de criança eram horas) olhando para a parede branca enquanto tomava minha mamadeira de suco de laranja. Eu simplesmente não conseguia encontrar uma atividade na qual me interessasse e ali ficava até que chegasse minha hora preferida do dia, 16h, e minha babá viesse me mandar ir tomar banho pois já estava "de noite".

E então fui levando as coisas, gostando de quase nada, até que cheguei ao 3º ano e veio a hora de escolher uma coisa pra ser pelo resto da vida. Agora eu sei que os adultos exageram. Não precisa ser pro resto da vida. Você pode fazer vestibular pra Educação Física, pedir transferência pra Engenharia Elétrica, trancar o curso e ir trabalhar no Banco do Brasil. Mas na época eu realmente acreditei que o que eu escolhesse seria pro resto da vida e entrei em pânico mortal. Eu sabia que queria fazer faculdade e sabia até qual seria a faculdade, mas não fazia ideia do curso. Eu pensava em todas as possibilidades, mas nenhuma me agradava. Minha vontade era de sentar no corredor com minha mamadeira de suco de laranja até alguém me dizer o que fazer, mas uma profissão não é algo como ir tomar banho pois já está "de noite".

Percebendo que não chegaria a lugar algum, e que meu sonho de ser tradutora de anime e viver de fotossíntese jamais se realizaria, fiz teste vocacional com um psicólogo. O resultado não foi diferente. Fui eliminando curso por curso, pois todos eram "nem pensar" até que sobraram dois (que eram menos "nem pensar"): Nutrição e Letras. Nutrição porque eu amo biologia, mas odeio insetos e aranhas e Letras porque eu leio 2 livros por mês. O psicólogo me convenceu de que eu não precisaria fazer Letras para ler ou dar aulas de Inglês e que Nutrição seria muito divertido, pois eu poderia brincar de criar bactérias em placas de petri, e então fui lá fazer meu vestibular. 

Durante o curso, passei por muitas frustrações. Quanto mais eu tentava me divertir, e realmente curtir a faculdade, mais coisas frustrantes aconteciam e eu voltava pra casa sentindo que havia levado um sopapo na cara. Todo final de semestre eu me via refletindo o que havia de errado na minha vida e o que poderia fazer para corrigir. Minhas conclusões eram tão complexas que eu acabava mais perdida do que antes e fui levando as coisas, gostando de quase nada, até que veio a hora de escolher, de verdade, sem exageros do adultos, uma coisa para ser pelo resto da vida. E foi bem nessa hora que eu cheguei ao limite, não chutei o balde, mantive as esperanças e, como esperado, tudo deu errado. Outra frustração. Outro sopapo na cara.

Comecei tudo de novo. Vai dar certo dessa vez, e aquela coisa toda. Mas quando eu vi tudo de novo, foi com outros olhos. E então percebi como tudo é idiota e sem sentido. Tive que redescobrir o que eu não gosto para finalmente encontrar algo que eu goste. Mas não algo pro resto da vida. Algo com exagero dos adultos, pra não ter problema se quiser desistir no meio do caminho. Tomei uma decisão pela primeira vez na vida. Sem ninguém pra me dizer que já está "de noite". Afinal, são apenas quatro horas da tarde, o sol está batendo bem forte no meu rosto e eu me sinto ótima!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

1, 2, 3 e 4


Os dias passaram. A inspiração veio, mas faltou emoção. Então eu li um daqueles livros que você não sabe se lê as 200 páginas todas em um dia ou se joga ele no chão com toda força e deixa apodrecer no canto do quarto. Talvez eu tenha me identificado com alguma personagem, talvez tenha tido a certeza de que não tenho nada a ver. Ou isso ou aquilo. O fato é que fiquei deprimida, só não sei se foi por não ter me identificado nadica ou por ter me identificado demais. Eu li as 200 páginas uma por uma e então veio a emoção. Não veio da depressão-pós-livroquemedeixouimpressionada, mas talvez do fato de que o autor também inventa palavrasquesãofrases, assim como eu. Então ele me entende. Mas eu não o entendo. Não entendo. Não entendo. Não entendo.

Eu me considero uma pessoa de mente aberta. É sério! Eu não me impressiono fácil com as outras pessoas. Não julgo ninguém. Cada um pode ser o que quiser. E então eu sou a pessoa mais correta, que não gosta de fazer coisas erradas, mas que não julga ninguém. Pros outros é normal, mas pra mim não. Eu entendo os outros, mas a mim mesma, não. Então às vezes eu penso que eu me julgo. Percebi que eu julgo ser errado fazer tudo certo. Mas se eu escolhi ser assim, se eu quero, então por que não posso? Então tudo bem gostar de colocar um pijama velho quando é sexta-feira e passar a noite sozinha no meu quarto me entupindo daquelas coisas que ninguém mais gosta. Tudo bem gostar músicas que falam sobre pessoas que fazem o que eu jamais vou fazer porque nunca quis. Entendo todo mundo, mas não me entendo. E também não entendo a personagem do livro. Se ele é igual a mim, por que fez tudo errado? Se eu me identifiquei, por que ele fez uma coisa que eu jamais faria? Se nos outros é normal, por que me abalou tanto?

Me sinto hipócrita. Talvez eu seja mesmo. Me coloco imune a todas as coisas. Não invejo as pessoas que vivem livres, sem pensar nas consequências. A verdade é que eu não gostaria de ser como elas, mas sinto que deveria querer. Não julgo, mas não quero ser igual. Fazer as coisas certas não é uma punição, apesar de ter sido criada para acreditar nisso. Não me sinto punida. Gosto de preferir ficar em casa do que ter que pedir permissão para sair. Ficar em casa enquanto todo mundo participa da vida não é uma punição para mim. É um prêmio. Então é isso. Sou assim. Antissocial. E quando não julgo, não é por que acho normal. É simplesmente porque não sinto nada.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Strawberry Lemonade


O verão está chegando ao fim, mas não posso dizer o mesmo sobre o calor. Por isso o post de hoje é super refrescante! Vou ensinar para vocês a minha receita preferida de verão, que além de gelada é colorida e uma explosão de sabor!

Ingredientes:

1 caixa de morangos
2 formas de gelo
1 limão
Adoçante ou açúcar a gosto

Como fazer:

1º passo: lave bem os morangos, deixando de molho com sanitizante ou água sanitária conforme indicado no rótulo.

2º passo: corte a folhagem dos morangos e coloque-os no liquidificador




3º passo: esprema o limão e acrescente aos morangos.



 4º passo: coloque o gelo e o adoçante e bata até criar a consistência de frozen.




5º passo: saboreie o delicioso Strawberry Lemonade!



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

21º [Des]aniversário...




Sempre pensei ser um exagero sentir-se velho ao fazer aniversário. Acontece que os meus vão chegando cada vez mais depressa. Mal tenho tempo de me acostumar com o novo rótulo e já está na hora de receber outro. Está na época do meu aniversário. Digo época, porque esse ano ele não vai vir. Apesar de não gostar de ficar mais velha, eu gosto de aniversários (mais precisamente do MEU aniversário), e acho uma tremenda injustiça ficar velha SEM ter um dia pra chamar de meu! Deixando as reclamações sobre a ausência do dia 29 de fevereiro esse ano, vamos ao que interessa: os fatos!

Eu me formei no colégio, e isso parece algo tão, mas tão distante que é até difícil de lembrar. Eu passo na frente da minha antiga escola e não reconheço nada! Às vezes avisto um professor ou outro passando na rua e quando os cumprimento, eles me ignoram! Pensam que sou uma lunática cumprimentando estranhos, pois não se lembram mais de mim! O único que ainda me cumprimenta (me chama de Isabela, but... o que vale é a intenção) é o Vicente, porteiro do colégio.

Ainda em uma época remota, passei no vestibular. Hoje já estou no 7º período. Minha carteira de motorista já está criando teias de aranha na gaveta. Já conheço todos os lugares legais da cidade e nem me lembro mais de como era não poder entrar em lugar algum por ser menor de idade. Eu não me lembro mais o que é ser menor de idade. E quando você chega no ponto em que todas as coisas legais já se esgotaram e não há mais nada pra descobrir de novidade, você se sente VELHO.

É assim que me sinto com 21 anos: velha.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Borderline


Click. Você se liga. Pensa, pensa, pensa, mas não chega a uma conclusão. O que pode ter dado errado, se você fez tudo certo? Você pensa, tenta pensar no que poderia ter sido feito diferente. E aí você vê que todo o esforço não valeu para nada. Quase dar certo é a mesma coisa que dar muito errado. E aí nada faz sentido.

Porque todo o stress, a dor de cabeça incessante? Para que as noites sem dormir, rolando na cama de preocupação. Brigas sem motivo, explosões de raiva por causa de uma bobeira qualquer. Tudo para chegar ao nada. Pelo menos uma coisa é certa: você não se preocupou a toa. Tudo que poderia dar errado deu. E tudo que você deixou de fazer passou. Os dias não voltam mais. Perdeu tempo. Fim.

Você não viu seus parentes, não visitou seus primos. Deixou de ir nos aniversários, comemorações e festas. Seus amigos nem lembram mais do seu nome. Tudo isso pra que? Tudo que fica é o sentimento de que você é e sempre será um perdedor. Não adianta ser bom, tem que ser melhor. Mas não só melhor, muito melhor.

Não adianta negar, você chegou ao limite. A dor de cabeça está aí, para não te deixar ter dúvidas. É como um corredor que não aguenta correr nem 5 minutos, mas tem que correr a maratona. E quando chega no km final, ele não consegue se lembrar o motivo de estar correndo. A vontade que ele tem é de sentar no meio fio e acabar com todo o sofrimento.

O limite te dá duas opções: continuar se esforçando ou chutar o balde e relaxar. Você opta por continuar, afinal sempre há aquela pontinha de esperança de que tudo vai dar certo dessa vez.

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