sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Histórias Diabéticas




Era uma vez, em uma manhã chuvosa de quarta-feira, uma garota diabética comum. Ano: 2009. Local: sala de aula, colégio.

A aula de Português seguia naturalmente, com o professor devaneando sobre uma obra clássica qualquer e os alunos daquele jeito... Meio prestando atenção e meio dormindo. A chuva lá fora tornava a manhã cada vez mais sonolenta.

Cansada de olhar para as gotas na janela ao seu lado, a menina olhou pra trás e viu que seu melhor amigo dormia. Julgando seus esforços inúteis, desistiu do intento de acordá-lo. O tédio e a vontade de deitar sobre a carteira só aumentavam. Foi então que ela resolveu testar sua glicemia, só mesmo para passar o tempo. 

Revirando sua mochila, encontrou o glicosímetro e fez o que tinha de fazer. Trocou a lanceta, encaixou a tira no aparelho e *plic*, furou o dedo. Não havendo formação de gota de sangue, ela achou melhor espremer o furo. E foi então que tudo aconteceu em uma rapidez incalculável. O jato vermelho jorrou do furinho formando um chafariz que bateu no teto e voltou, deixando um rastro pelo vidro da janela e milhares de pintinhas na superfície branca da carteira.

Agradecendo ao anjo da guarda dos diabéticos, a menina averiguou que nenhum colega estava acordado o suficiente para ter se dado conta da estripulia que seu capilar rebelde havia feito. Ela então pegou seu chumaço de algodão emergencial e limpou a mesa na velocidade da luz. Já o teto...


2 comentários:

  1. Respostas
    1. Foi! Na aula do Carlos! kkkkk Se não tiverem pintado a sala (ou demolido o prédio) deve ter sangue espirrado no teto e na janela até hoje! Na época eu fiquei com muita vergonha e não contei pra ninguém!

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