terça-feira, 6 de maio de 2014

Lembrancinhas de viagem


Das minhas férias no outro lado do Atlântico trouxe três lembrancinhas. 1, 2, 3 quilinhos de gordura no meu corpinho. Que delícia!

Não tenho culpa se na Itália eles comem uma pizza gigante por pessoa. Nem se na França o prato de espaguete a bolonhesa serviria facilmente uma família inteira. Muito menos se eles têm 365 tipos de queijo e comem baguete com arroz, com sopa, com carne, com macarrão, com batata... Muito menos minha culpa o fish & chips custar £3,00 na Inglaterra e ter 2500 Kcal. Não vou nem falar dos biscoitos amanteigados da Escócia, que eu TIVE que experimentar.

Trago todas essas explosões de sabor na memória e três quilinhos ao redor do quadril. Depois de 3 meses fazendo dieta, correndo e indo à academia, eles ainda estão aqui a me contemplar. Isso é pra eu não esquecer que o jantar de Natal durou até as 7h da manhã. E que depois da meia noite, eu já tinha perdido a conta de quantos pratos haviam sido servidos.

Eu deveria ter desconfiado (que inocência, a minha!) de que na verdade o árabe que enfiou a mão no meu bolso do capote enquanto eu era amassagada por um milhão de pessoas na frente da Torre Eiffel em 31 de dezembro estava na verdade me livrando das tentações da carne ao tentar roubar o sanduíche que eu coloquei no bolso para comer depois. Não percebendo suas reais intenções (me livrar das gordurinhas), e acreditando se tratar de um batedor de carteira (os tão temidos pickpockets), dei logo uma cotovelada na costela do pobre moço, e ainda o xinguei com todo o meu Português (ele provavelmente acabou interpretando corretamente a mensagem, apesar de não falar a língua).

O que eu aprendi com isso? Que os fins justificam os meios. Ou melhor... Que os meios justificam os fins! Ah, que seja! Engordar em Paris é sempre melhor do que emagrecer longe de Paris!

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Boa tarde, feriado!


Está frio. Me permiti dormir até as 11am. Um luxo! Ultimamente tenho dormido às 1am e levantado às 7am. Então hoje me permiti dormir muito. Depois do chá matinal, bem quentinho, fiz coisas de casa: arrumar o quarto, pendurar a roupa que estava na máquina e essas coisas.

Como é bom sentar no meu quarto sem preocupações, com a mente relaxada e tranquila. Foi só respirar fundo e começar. Abri o primeiro livro que vi e estudei. Só me lembrei da fome às 15h. E que fome! Medi a glicose e estava com hipo. Normal para um dia inteiro sem comer nada... Muito bonito esquecer assim! Me repreendi e almocei.

Voltei para o quarto e tentei ignorar a música na praça. Comemoração do dia do trabalhador, acho. Comemoração para alguém que gosta de pagode. Que gosta muito. Até desenterrei um fone com isolante acústico que ganhei há muitos anos, mas que ainda estava fechado. Não gosto muito desses fones, mas tive que. Porque era pagode, e não importava o quão alto estava a música no meu computador, o batuque não sumia. Não tenho nada contra quem gosta de pagode. É só não fazer um show na praça do meu bairro que fica tudo bem.

Feriado é sempre assim. Ou você não estuda nada e fica com peso na consciência depois, ou tenta estudar e fica frustrado por não conseguir. Sempre tem alguma coisa. Visita, barulho, mãe querendo ajuda na faxina.

Mas que bom que existem esses fones com isolante acústico. E que bom que enterrei eles lá no fundo da gaveta, mesmo não gostando do modo como eles ficam enfiados dentro do ouvido.

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