quarta-feira, 1 de junho de 2016

Flexor pollicis brevis


Então eu decidi que a melhor forma de passar em Anatomia seria fazendo resumos no meu caderno. Noventa e seis páginas. De resumo. De Anatomia. Quer dizer... ainda não acabou o semestre. Mas meu caderno acabou. Acabou. O. Caderno.

Sabe o que mais que acabou? A reserva de glicogênio do músculo flexor curto do polegar. E o que isso quer dizer? Quer dizer, apenas, que minha prova é depois de amanhã e eu estou usando o mouse com a mão esquerda. Em outras palavras: meu dedão morreu. R.I.P.

Tá tranquilo... a prova é escrita, mas tá tranquilo. É meia noite e eu ainda não sei que o arco palmar profundo dá um ramo que nutre esse dedo que morreu. E nem que ele faz relação anatômica com o ramo profundo do nervo ulnar. Não sei essas coisas nem depois de gastar toda a paciência do meu namorado, que ficou uma hora me explicando a matéria pelo telefone. Nem depois de 43 mensagens gigantes do meu amigo com tudo que eu preciso saber para a prova. Não sei nada, meu dedo morreu, mas tá tranquilo.

Um zero a mais, um zero a menos... não mata ninguém. Veja pelo lado bom, Rafa: se a combinação dos movimentos do polegar com o terceiro dedo não funcionarem na hora da prova, nem seu nome você vai conseguir escrever. E ninguém vai saber que o zero é seu! 


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