quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pausa para o chá



Um zilhão de meses depois, aqui estou. Escrevo essas palavras entre um gole e outro de um delicioso chá verde de morango. Eu ainda amo chá e ainda amo escrever. Mas havia muito tempo que não fervia água, escolhia uma xícara e mergulhava nela um infusor. E há muito tempo não compartilho minhas palavras com ninguém.

Me formei na faculdade. Entrei para o cursinho, e vou prestar vestibular. Tudodenovo. Tem dias que me sinto de volta aos 17. Em outros me sinto velha demais para isso e penso "o que estou fazendo, Deus"? O apoio da minha família e do meu namorado não me deixa desistir, e eu sigo lutando contra a maré. Estudando. Estudando. Estudando. E quando resolvo dar uma pausa, surgem meus pais atrás de mim (como se fossem assombrações) me dizendo: estude mais, estude mais, estudemaisemais.

Só que hoje, hoje-hoje, eu resolvi-vi-vi dar uma pausa. Tomar um chá. Escrever. Porque dissertação não conta como escrever. Dissertação não tem nada de poético. Não tem nada de livre. Não tem nada de sentimentos. Dissertar é concordar discordando e explicar confundindo e propor, de forma forçada, soluções para problemas inventados de improviso. E eu cansei-sei-sei.

Acabou meu chá. Beijo, tchau.

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